A Casa da Mulher Brasileira e o enfrentamento à violência de gênero
O Brasil tem atingido níveis alarmantes de casos de violência contra a mulher nos últimos anos. Em 2025, o país bateu o recorde de registros e começou o primeiro trimestre de 2026 superando a marca. Desde a tipificação do crime de feminicídio em 2015, os números vêm crescendo e é cada vez mais urgente uma mobilização de toda a sociedade no enfrentamento desse absurdo.
Além da punição aos agressores e do acolhimento e proteção das vítimas, é necessário um processo profundo de educação e conscientização geral, para que toda a população esteja preparada para reconhecer e lidar com esse tipo de questão.
A violência de está presente não só nas agressões físicas e assassinatos, mas também nas ameaças e agressões verbais, no terror psicológico e financeiro, na manipulação e no cerceamento da liberdade, no assédio sexual e moral, na discriminação por gênero, nas piadas.
Durante muito tempo atitudes violentas foram - e ainda são - consideradas “normais” e é preciso mudar essa cultura em todas as frentes. Do marido que trata a esposa como propriedade aos programas de televisão que sexualizam, rebaixam e ridicularizam mulheres, do jovem que acha que o assédio faz parte do flerte às letras de música que reforçam esse tipo de comportamento.
O trabalho para enfrentar essas violências e acabar de vez com o problema precisa ser conjunto, envolvendo ativistas, redes coletivas, universidades, escolas, canais de mídia e poder público.
Em 2013 o Governo Federal criou o Programa Mulher, Viver sem Violência, reformado e ampliado em 2023, para, em parceria com Estados e Prefeituras, tecer uma rede de apoio organizada.
O programa é estruturado para oferecer atendimentos especializados no âmbito da saúde, da justiça, da segurança pública, da rede socioassistencial e da promoção da autonomia financeira de mulheres em situação de violência. Também desenvolve material educativo e informativo em campanhas de prevenção.
A Casa da Mulher Brasileira (CMB) é um dos eixos desse programa. Com foco no atendimento multidisciplinar e humanizado, o espaço tem como objetivo principal facilitar o acesso aos serviços. Funciona também como sede e referência para o desdobramento do programa em uma rede de iniciativas.
Na cidade de São Paulo, por exemplo, trabalha em conjunto com a Secretaria dos Direitos Humanos e Cidadania através da Coordenação de Políticas Para as Mulheres. Além dos serviços oferecidos na sede, a rede conta com Postos Avançados, Casas de Acolhimento e a Van Unidade Móvel.
Na reunião do mês de abril, o Movimento Terra de Deus, Terra de Todos recebeu em sua sede, em Ermelino Matarazzo, a Van Unidade Móvel de Atendimento às Mulheres e Meninas, com representantes da Casa da Mulher. Associadas e associados presentes receberam uma formação sobre o enfrentamento à violência contra a mulher e a Unidade Móvel ficou à disposição de toda a comunidade até o final do dia.
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| Rosalvo recebe equipe da Van Unidade Móvel em Ermelino Matarazzo |
Qualquer pessoa que precisar de atendimento ou conhecer alguém que precise pode consultar a agenda da Unidade Móvel no site oficial para receber o acolhimento e encaminhamento adequado. Também é possível buscar ajuda em um dos Postos Avançados nas estações de metrô e terminais de ônibus, diretamente na Casa da Mulher e nas Delegacias da Mulher, além dos contatos via e-mail ou telefone através do 156 e do 180. O processo é sigiloso e conta com profissionais qualificadas para o acolhimento.
No site da Prefeitura é possível encontrar informações completas sobre cada canal à disposição, com instruções, e-mails, telefones e endereços. Acesse o link para conhecer, compartilhe as informações e se mobilize para ajudar a enfrentar essa violência diariamente, nas atitudes e nos pensamentos. Não podemos mais tolerar que esse tipo de situação seja comum.
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| Equipe da Casa da Mulher realiza palestra em reunião com associados e associadas do Movimento Terra de Deus, Terra de Todos |











